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Escândalo de “corrupção” envolvendo a StatoilHydro na Líbia demonstra necessidade de legislação para transparência da indústria petrolífera

Report – 20/11/2008

Mantêm-se questões preocupantes acerca de negócios petrolíferos na Líbia e em Angola[1]

Um escândalo envolvendo pagamentos suspeitos relacionados com negócios petrolíferos na Líbia, trazidos à luz do dia pela empresa Norueguesa gigante StatoilHydro, vem reforçar a necessidade de regulamentações mais apertadas no sentido de deter empresas de fazerem pagamentos não divulgados em troca de acesso a direitos petrolíferos.[2]

O escândalo revelou pagamentos suspeitos a consultores na Líbia no início desta década feitos por uma empresa actualmente controlada pela StatoilHydro, bem como pagamentos semelhantes feitos pela espanhola Repsol YPF e pela francesa Total. Foi também revelado que em Angola a StatoilHydro tem parceria com uma empresa petrolífera local apesar de suspeitas que os seus accionistas incógnitos possam incluir oficiais do governo, num país considerado como um dos mais corruptos do mundo.

Obscuridade e secretismo têm servido de cobertura para a profunda corrupção que traz pobreza, má governação e sofrimento humano a muitos países produtores de petróleo, pelo que a StatoilHydro deu um exemplo bem vindo de abertura na forma como tem lidado com este escândalo, exemplo que não tem sido seguido para já pela Repsol ou pela Total.

Mas o escândalo demonstra que não se pode necessariamente confiar em que as empresas petrolíferas sejam claras acerca da forma como ganham acesso às reservas petrolíferas, mesmo onde existam sérios riscos de corrupção. De forma a evitar uma corrida destrutiva às restantes reservas de petróleo e minérios no mundo, é necessária regulamentação mais rígida de forma a revelar pagamentos e acordos secretos.

 

 

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