Press Release – 10/06/2008
ONGs expressaram hoje profundos receios acerca dos planos do Departamento Suíço para o Desenvolvimento e Assistência (DDC) quanto ao repatriamento de milhões congelados em bancos Suíços a Angola, incluindo para um projecto de desminagem atribuído de forma pouco transparente à RUAG, fabricante de armas Suíça actualmente sem capacidade necessária para executar o projecto de desminagem. As ONGs Action Place financière Suisse, Bern Declaration e Global Witness apelaram às autoridades Suícas que reanalisassem a sua decisão e instituíssem um processo de concurso competitivo para o projecto de desminagem.
A RUAG pertence à Confederação Suíça e possui fábricas na Suíça, Alemanha e Suécia, sendo a maior fabricante de armas de pequeno porte da Europa. Fabrica algumas armas particularmente desumanas como as bombas de fragmentação (cluster). A Suíça encontra-se comprometida perante as Nações Unidas num maior controlo sobre armas de pequeno porte tendo sido, a 30 de Maio de 2008, um dos 111 estados a anunciar que irá assinar a Convenção de Munições de Fragmentação, um acordo histórico que proíbe o uso, produção e circulação de bombas de fragmentação.
O projecto de desminagem Angolano faz parte de um acordo datado de 2005 entre a Suíça e Angola para o repatriamento de 21 milhões de dólares de fundos públicos Angolanos (mais 3,2 milhões de dólares de juros), os quais foram desviados para contas bancárias Suíças e consequentemente congelados pelas autoridades Suíças como parte de uma investigação de branqueamento de capitais. Este dinheiro estaria para ser devolvido a Angola para projectos de desenvolvimento, nomeadamente 4,2 milhões para educação e 10 milhões para desminagem. Contudo o DDC não realizou um processo de concurso competitivo para o projecto de desminagem tendo simplesmente nomeado a RUAG, mesmo sem que esta empresa tenha actualmente a capacidade necessária para execução deste serviço. A RUAG irá consequentemente procurar ofertas de outras empresas de desminagem, as quais poderiam ter concorrido directamente para execução do projecto (de acordo com o jornal Suíço L'Hebdo de 29 Maio 2008).
Os 21 milhões de dólares congelados faziam parte de 774 milhões de dolares provenientes de receitas de petróleo angolano depositados numa conta do UBS de Genebra entre 1997 e 2001 e que seriam destinados ao abatimento da dívida entre a Angola e a Rússia. Contudo apenas 161 milhões de dólares foram transferidos para uma conta em nome do «Ministério das Finanças Russo». Os restantes 600 milhões de dólares foram transferidos para uma série de empresas obscuras e contas offshore pertencentes a oficiais Angolanos de alta patente, incluindo o Presidente dos Santos.
Este caso foi alvo de uma investigação criminal levada a cabo em Genebra no âmbito da corrupção de oficiais públicos estrangeiros e lavagem de dinheiro. A investigação foi cancelada pelo Procurador da República em Genebra, Daniel Zappelli, no final de 2004. Em Dezembro de 2006, um grupo de cidadãos angolanos apelou à reabertura do caso com base em novas provas não investigadas anteriormente pelas autoridades em Geneva. Junto com esta denúncia, apresentaram um memorando legal detalhado. Contudo até à data as autoridades não empreenderam qualquer acção em relação à denúncia.
A ONGs Action Place financière suisse, Bern Declaration e Global Witness tem apelado repetidas vezes para a transparência das negociações em torno do repatriamento de fundos públicos defraudados a Angola e para que a sociedade civil Angolana se encontre completamente envolvida no processo.
Na semana passada enviaram uma carta ao responsável pelo DDC, Embaixador Martin Dahinden apelando a que :
Para mais informações :
Anne-Kathrin Glatz, Déclaration de Berne tel. +41 (0)21 620 03 09 ou +41 (0)76 542 32 62,
glatz@ladb.ch, http://www.ladb.ch/
André Rothenbühler, Aktion Finanzplatz Schweiz tel. +41 (0)61 693 17 00 ou +41 (0)79 273 61 43
Sarah Wykes, Global Witness tel. +44 (0)7703 108 449
New evidence confirms oil revenue transparency still eludes Sudan
Large discrepancies persist between the oil production data published by the government of Sudan and those published by the main Chinese oil company operating in the country, Global Witness said today, six months after the publication of its report which first exposed the gaps.
Environmental groups call on French shipping company Delmas to cancel shipment of precious wood from Madagascar
Global Witness and the Environmental Investigation Agency (EIA) today called on French shipping company Delmas to cancel a shipment to China of hundreds of tons of rosewood from the port of Vohémar, in northeastern Madagascar. The campaign groups accuse the company of facilitating the destruction of Madagascar’s last remaining forests caused by vast illegal logging of rosewood.
Open letter to Delmas shipping company raises concerns over rosewood shipments from Madagascar
An open letter from Global Witness and the Environmental Investigation Agency (EIA) to Delmas shipping company expressing grave concerns at its involvement in the transport of timber from Madagascar which has been declared illicit by the Malagasy authorities. The groups accuse Delmas of facilitaitng the destruction Madagascar's remaining rosewood forests through illegal logging.
Link between Angolan president's son-in-law and state oil company raises questions about transparency
The son-in-law of the Angolan president has been nominated to the board of a holding company that owns a third of the Portuguese oil firm Galp Energia, which has investments in Angola. The nomination was made by the State oil company, Sonangol, which is responsible for managing Angola's oil on behalf of its citizens. This arrangement raises concerns about conflicts of interest to which Sonangol has not responded.
DR Congo: ex-rebels take over mineral trade extortion racket
Former rebels from the Congrès national pour la défense du peuple (CNDP) have established mafia-style extortion rackets covering some of the most lucrative tin and tantalum mining areas in the eastern Democratic Republic of Congo (DRC), Global Witness reported today following four weeks of research in the region.
Global Witness concerned at choice of new Ukraine energy minister
Global Witness is concerned that Yuri Boyko, a controversial figure from the murky past of Ukraine’s gas industry, has been put back in effective charge of a key gas supply route from Russia to the European Union.
Landmark oil and mining transparency initiative faces credibility test as key deadline passes
The Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), a pioneering initiative to bring more openness to the world's oil and mining industries, faces a major credibility test after 20 out of 22 countries failed to meet a key deadline today.
Global Witness urges Cambodia’s donors to condemn sponsorship of military units by private businesses
Aid donors to Cambodia, including the US, EU, Japan, China and the World Bank, should send a strong message to the government that they will not countenance the bankrolling of Cambodia’s military by private businesses. This call follows the announcement last week by Cambodian Prime Minister Hun Sen of the formation of 42 official partnerships between private businesses and Cambodian military units.
A near miss? Lessons learnt from the allocation of mining licences in the Gola Forest Reserve in Sierra Leone
Between 2005 and 2007, two mining licences were issued in the Gola Forest Reserve in Sierra Leone, even though the area was a proposed national park. This new report identifies weaknesses in Sierra Leone's natural resource governance and attempts to draw lessons for the future.
Parliamentary committee report on libel, privacy and press freedom not strong enough to defend public interest reporting
A report on press standards, privacy and libel makes broadly sensible recommendations but does not go far enough to allay fears that England's laws are a barrier to public-interest campaigning.
Campaigners criticise proposals to define palm oil plantations as forests
The Ecosystems Climate Alliance today criticised the EU and Indonesia for attempting to reclassify palm oil plantations as forests, saying this would be a step backwards in efforts to halt climate change though preventing deforestation.
28 countries accused of facilitating money laundering … but key offenders missing
An international financial crime watchdog has named and shamed countries that are failing to stop dirty money entering the financial system, a move welcomed by Global Witness. However, conspicuously absent are major financial centres and secrecy jurisdictions, many of which also have serious weaknesses in their anti-money laundering regulations.