Briefing Document – 04/06/2008
No final do mês de Maio de 2008 foi encerrado o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Angola.
Nós, organismos da sociedade civil de Angola e de outros países (trabalhando com parceiros Angolanos), queremos:
- Reiterar a preocupação - já manifestada por muitas vozes - com as consequências desta decisão, em especial para os cidadãos e grupos mais desprotegidos e para os defensores dos direitos humanos, mas também para as várias instituições do Estado Angolano empenhadas em programas para promover um maior respeito pelos direitos humanos em Angola; e concretamente com o seu significado no momento em que se aproxima o processo eleitoral em Angola. Este processo requer a consolidação da paz e da democracia, que dependem do respeito pelos Direitos Humanos - para o qual são importantes também os contributos de órgãos internacionais, como o referido Escritório;
- Sublinhar as discrepâncias entre a identificação por diferentes fontes nacionais e internacionais de violações de facto de Direitos Humanos no País (enunciadas junto de instituições Angolanas, organismos regionais e organizações internacionais)1 & 2; e a posição contrária do Governo de Angola como justificação do encerramento deste Escritório;
- Refutar o argumento avançado pelo Governo da República de Angola de que o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos não tinha existência legal no País. Em 2003 as autoridades angolanas obviamente concordaram com a continuação deste Escritório das Nações Unidas no País (após a saída da missão de paz da ONU). Ademais, esta decisão unilateral está em contradição com as condições acordadas para a participação de Angola no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas;
- Responsabilizar as instâncias que representam nacional e internacionalmente os interesses presentes e futuros de todo os Cidadãos - de Angola; de Países que beneficiam de relações próximas com Angola; de Africa; e mundiais - que eventualmente persistam em ignorar contradições e desrespeito pelos Direitos Humanos, deixando que problemas se acumulem e resultem em desequilíbrios e crises. Esta é uma via que, como sabemos, irá mais tarde ou mais cedo aumentar o sofrimento de todos os Cidadãos, mas especialmente dos mais pobres e mais desprotegidos.3
3 de Junho de 2008
Anne-Cécile Antoni
Présidente
ACAT France
P. Jacinto Pio Wacussanga
Presidente
Associação Construindo Comunidades
Landu Kama
Coordenador
Coligação pela Reconciliação, Transparência e Cidadania
Andrew Croggon
Acting International Director
Christian Aid
Luís Samacumbi
Director Geral
Departamento de Assistência Social, Estudos e Projectos
Firoze Manji
Executive Director
Fahamu
Vincent Forest
Head of EU office
Front Line - the International Foundation for the Protection of Human Rights Defenders
Simon Taylor
Director
Global Witness
Maaike Blom
Head of Strategy & Policy
Netherlands institute for Southern Africa,
José Patrocínio
Coordenador
Associação Omunga
Carlos Figueiredo
Representante
SNV Angola
Fontes:
Global Witness stands by findings on Sudanese oil data
Global Witness today refuted claims that it had apologized for the findings of its September 2009 report, Fuelling Mistrust, on the lack of transparency in Sudan's oil sector. The organisation said that although very important commitments on improving transparency were made recently by the Government of National Unity (GoNU), the full disclosure of oil revenue data and the results of an independent audit remain necessary to prove the concerns were unfounded.
Global Witness welcomes Norwegian government disinvestment from predatory loggers Samling
Global Witness welcomes the Norwegian Government Pension Fund's decision to disinvest from the notorious Malaysian timber giant Samling. Global Witness has previously exposed illegal logging by Samling in Cambodia as well as evidence of legal breaches by two Samling-associated companies in Liberia.
Global Witness welcomes new commitment to transparency in Sudan
Global Witness has participated in a landmark seminar on oil revenue transparency in Khartoum, organised by the Sudanese government and attended by foreign oil companies. We welcome the commitment to increase transparency, including an audit of the oil sector and publication of key production and revenue figures.
Global Witness applauds RBS penalty over terrorist financing
Global Witness welcomes the decisive action taken by the UK financial regulator, the FSA, which has fined the Royal Bank of Scotland (RBS) £5.6 million for failing to check whether its customers were on the UK terrorist sanctions list.
Campbell testimony shines light on blood diamonds and the importance of international justice
Global Witness is attending the trial of former Liberian President Charles Taylor in The Hague as supermodel Naomi Campbell is called to testify. The event offers a useful reminder of the role of natural resources in funding conflict, and of the importance of pursuing justice for the victims of war crimes and crimes against humanity.